O secretário de Combate ao Racismo da CUT-BA, Pedro Barbosa (Peu), faz uma avaliação dos resultados do Fórum Social Mundial Temático Bahia (FSMT-BA) para o movimento negro da Bahia e do Brasil
Qual a sua avaliação sobre o FSMT-BA, na perspectiva do combate ao racismo?
O movimento negro baiano cumpriu o seu papel durante o FSMT-BA, de conscientizar a população, abrindo frentes de estratégias através de oficinas, seminários, debates, mesas redondas, sempre combatendo a desigualdade racial em nosso estado.
Como se deu a participação da CUT nesse sentido?
Através da Secretaria de Combate ao Racismo, a CUT-BA realizou atividades autogestionadas para discutir questões raciais, com debate muito rico para os participantes do Fórum. Com o tema “Negros e negras no poder: avaliação e desafios”, dia 29 de janeiro, reunimos nomes de grande importância para a luta do povo negro, como os professores Hélio Santos, Silvio Humberto, Elias Sampaio (Prodeb), Valter Altino e Sérgio São Bernardo, além da secretária de Promoção de Igualdade Racial (Sepromi), Luiza Bairros, e a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira. O rico e caloroso debate colaborou para a permanente discussão das questões raciais na Bahia e no Brasil. Agradeço, pela colaboração e total apoio em realizar esse evento, a Eunice Sousa, Cristina Lobo e Valdo “Lulumba”.
Com o fim do FSMT-BA, quais são os passos para a continuidade dessa luta?
Para a Secretaria de Combate ao Racismo da CUT-Bahia, fica o sentimento do dever cumprido, com uma participação bastante rica, que contribuiu imensamente para o sucesso do FSMT-BA, que foi realizado com o empenho dos atores do movimento social baiano. Estou certo de que depois do sucesso desse evento, o FSM 2013 será na Bahia, com o compromisso dessa Central com a busca da melhora social para o povo negro no nosso país.