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Comunidade luta pela chegada da energia elétrica, com apoio da CUT-BA
Daniella Sinotti - 10/03/2010
A falta de acesso à energia elétrica ainda é um grave problema para comunidades rurais no interior da Bahia. A questão tem sido alvo da atuação da CUT-BA, que tem acompanhado no estado a execução das obras referentes ao Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica Luz para Todos, do governo federal. Apesar dos avanços, comunidades como a do Córrego do Marimbondo / Olário, que pertence a Teixeira de Freitas (BA), no sul do estado, ainda têm que conviver com a luz do candeeiro e todos os problemas da falta de energia.
O secretário geral da CUT-BA, Messias do Vale, salienta que tanto a CUT quanto o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Teixeira de Freitas estão atuando junto às autoridades, cobrando para que a eletrificação rural chegue à comunidade. “A energia elétrica é muito importante para o desenvolvimento da agricultura familiar e tem sido motivo de inúmeras manifestações e protestos no Córrego dos Marimbondos, que é bastante atuante”, diz o secretário.
Messias informa que ontem (9), em Salvador, foi realizada audiência com a presença da CUT-BA e de membros da referida comunidade com representantes do governo do estado, Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), responsáveis pela execução das obras do Programa Luz Para Todos na Bahia. “Há um projeto para essa comunidade, mas existe um impasse relativo ao custo da execução do programa. Esperamos que diante do impacto social a ser gerado pela obra, ela aconteça com brevidade. A CUT estará atenta a esse processo, de forma atuante”, destaca Messias.
O agricultor familiar que nasceu e vive no Córrego do Marimbondo / Olário, José Nilton Magalhães, reforça que a energia elétrica é a responsável por fixar o homem no campo, gerando qualidade de vida, emprego e renda. “É como se em pleno século XXI ainda vivêssemos no século XIX. Não entendemos como uma comunidade bem localizada, atuante e que tem produtores de leite e cana ainda não tem acesso á energia. Continuaremos nos mobilizando e dando o nosso grito de alerta”, alerta Magalhães.
O presidente da Associação de Agricultores Familiares do Córrego do Marimbondo, Gilmo Oliveira, conta que há mais de sete anos a comunidade vem batalhando pela eletrificação e que os prejuízos da falta de energia são enormes. No local em que vivem 45 famílias, funcionam também cinco farinheiras e uma igreja.“Os produtores de leite têm que comercializar o produto a um preço muito baixo, sem poder beneficiar o produto. Na época da seca, as dificuldades são enormes. As casas de farinha são rudimentares, tudo feito na rodinha e no braço. Até a carne consumida no local tem que ser salgada, pois a carne fresca estraga”, conclui Oliveira.

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