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Espaço
destinado a denunciar os desmandos que ocorrem
em nossa terra Bahia, no âmbito dos Poderes
Executivos Estadual e Municipal, Judiciário
e Legislativo.
Mande sua denúncia para nosso e-mail que
iremos averiguar e editar.
GASTOS EXAGERADOS
COM PROPAGANDAS
PUBLICIDADE
OFICIAL COM IMAGEM DE POLÍTICOS É
SUSPENSA NA BAHIA (Jornal A Tarde, 28/11/2002)
A utilização
da imagem de personalidades em propagandas oficiais
do Estado está suspensa por liminar concedida
pela juíza Lisbete Teixeira de Almeida
Santos, da 7ª Vara da Fazenda Pública.
No Despacho, publicado no Diário do Poder
Judiciário, dia 27/11, ela determina a
retirada das propagandas que utilizam imagens
do governador Otto Alencar (PL) e dos seus aliados
políticos.
A Ação,
impetrada pelo bloco PT/PCdoB na Assembléia
Legislativa, questiona o uso da propaganda para
promoção pessoal de políticos
do PFL. A decisão também atinge
as agências de propaganda responsáveis
pela conta do governo estadual que estão
com os aditivos contratuais suspensos. O custo
elevado com a propaganda oficial foi considerado
pela juíza como malversação
de recursos.
Prefeitura de
Salvador gastou 66 milhões em propaganda
(Jornal A Tarde, 17/11/2002)
Entre outubro de
1977 e janeiro de 2002 a Prefeitura Municipal
de Salvador assinou três contratos e vários
aditivos com a Propeg Comunicação
Social, num total de R$ 66 milhões. Os
dados são oficiais e foram conhecidos através
dos contratos entregues na 6ª Vara da Fazenda
Pública, por determinação
judicial decorrente da Ação Popular
de nº140.01.842.255/5, movida pelo vereador
Emiliano José (PT).
Segundo o autor da matéria, jornalista
Marconi Souza, " Foi apurado que esses R$
66 milhões gastos com propaganda em cinco
anos é superior aos custos com as reformas
da Manoel Dias da Silva (Pituba), Piedade, Nazaré,
Praça da Sé, Paralela, Dique do
Tororó e Campo Grande. E mais: daria para
fazer toda a reforma da orla (Da Barra a Itapuã),
sem privatizar os espaços".
EXPLICAÇÕES DA PREFEITURA
O procurador do Município Pedro Augusto
Costa Guerra tentou justificar os R$ 66 milhões
gastos com publicidade, ao apresentar a contestação
nos autos judiciais. Ele não entrou no
mérito do valor gasto - até porque
os contratos oficiais foram apresentados pelo
próprio município, mas contesta
os argumentos jurídicos da ação
civil pública. Ele argüiu que "são
nulos os atos lesivos ao patrimônio nos
casos de: incompetência,vício de
forma, ilegalidade do objeto, inexistência
de motivos e desvios de finalidade".
PRIVATIZAÇÃO DA EMBASA
Funcionários
da Embasa lotam as galerias da Câmara Municipal
Funcionários
da Embasa lotaram as galerias do plenário
da Câmara Municipal de Salvador, dia 27
de novembro, reivindicando a aprovação
do Projeto de Lei de autoria popular que proíbe
a privatização do sistema de fornecimento
de água no município de Salvador.
O Projeto entregue à Mesa da Câmara
Municipal conta com 100.000 assinaturas. O Vereador
Daniel Almeida (PCdoB) ocupou a tribuna da Casa
para protestar contra parlamentares governistas
que afirmaram que são contra a privatização
da Embasa entretanto sequer assinaram a iniciativa
popular.
O vereador Javier Alfaya (PCdoB) afirmou que a
Câmara Municipal tem a oportunidade única
de acabar com o 'fantasma' da privatização
do serviço de fornecimento de água
em Salvador. Entretanto o Projeto 13/2002 não
foi votado.
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